Ele havia tentado, e não foram poucas as vezes. Do crime de omissão ninguém poderia acusá-lo, não! Sempre ofereceu o que podia oferecer. Quando tratava de receber, nem exigia tanto, não queria migalhas, mas nunca cobrara demais, não mais do que achava que podiam oferecer-lhe.
Um dia pareceu que tudo estava perdendo-se, foi quando ele mais tentou. Ofereceu o que de mais valioso tinha. Ofereceu-se.
- Toma! É tudo teu!
Fez-se um silêncio. E o silêncio durou um longo tempo, quase uma eternidade.
- Toma! É TUDO que eu tenho - com todas as letras maiúsculas e em negrito [!], era mesmo tudo o que tinha -, o que mais podes querer?
Entregar-se-ia sem dor alguma, seria com prazer. Não foi suficiente.
Ele não conseguia entender. Era difícil aceitar, ele não achava justo. Saiu ferido, e de tanto que se deu, perdeu-se.
Percebeu, então, que não deveria esperar que fosse justo de verdade. Foi encontrando-se, experimentando, descobrindo.
Vez por outra ainda sangra, ainda dói... mas passa, e ele espera que logo não doa mais. A cicatriz, ah, essa vai ficar.
---
Para ouvir:
Scissor Sisters - Return To Oz
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
sábado, 27 de janeiro de 2007
Fotografia
Fotografia, se não fosse um hobby tão caro, teria-o.

Olhando essa imagem aí de cima, e acreditando não se tratar de uma montagem, tento imaginar o momento em que a cena foi fotografada. Que incrível, não?
---
Para ouvir:
INXS - New Sensation
[Novas sensações... Hummm...]

Olhando essa imagem aí de cima, e acreditando não se tratar de uma montagem, tento imaginar o momento em que a cena foi fotografada. Que incrível, não?
---
Para ouvir:
INXS - New Sensation
[Novas sensações... Hummm...]
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Crescimento
[Por Juliana Pestana, sob uma licença Creative Commons]
---
E parece que é realmente assim...
---
Para ouvir:
The White Stripes - I Just Don't Know What To Do With Myself
o conhecimento liberta
mas dói
a maturidade expande a visão
mas ainda dói
e dói mais e mais a cada novo obstáculo
a cada pena dessa asa que nasce em minhas costas
estourando os poros
sangrando nos olhos
e parece que nunca param de nascer
que a borboleta nunca está completa para voar
mas a vontade é de regressar
encolher-se no ventre materno e pousar
aguardar por braços mais fortes a guiar
ignorar as lições aprendidas
e fingir esperar pelas respostas
como se não as conhecesse
porque o saber também dói
e compreender as razões dos fatos
nos faz seres mais fortes
mas ainda assim temos vontade de chorar
encolher o corpo num soluço
e pedir pra tudo passar... logo
bem que avisaram que o caminho era sem volta
que o preço era alto pra liberdade
e que não há estrada de volta para o aprendizado
bem que avisaram
...
mas eu não quis escutar.
---
E parece que é realmente assim...
---
Para ouvir:
The White Stripes - I Just Don't Know What To Do With Myself
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Meus prazeres: o ócio
Nada melhor do que não fazer nada [Rita lee]. Estou de acordo com essa senhora, mas não inteiramente - penso que o não fazer nada de verdade, o não agir, inexista, sempre se está fazendo alguma coisa, não? O caso é que gosto de não estar preocupado com o que fazer. Prefiro não ter trabalhos para entregar na faculdade, nem ter que acordar de manhã cedo, nem ter conta nenhuma para pagar. Isso não quer dizer que quando tenho algo desse tipo para fazer, não faça, eu faço, sim!
Tento aproveitar meus momentos de ócio com o que me dá prazer, escrevendo aqui, por exemplo, encontrando os amigos, escutando boa música, lendo um texto interessante, tentando atingir meus sonhados níveis jedi de habilidade no baixo [eu consigo, eu consigo!]. Li ainda há pouco: se a necessidade é a mãe das invenções, o ócio é, então, o pai das idéias. Ah, gostei disso! Parando para pensar, parece fazer sentido. Poderia apostar como muitas das melhores idéias da humanidade foram concebidas em tempos de ociosidade.
Mais pensamentos interessantes sobre o assunto, leia Domenico De Masi. Recomendo.
Se não fesse ele, meu ócio, vocês, estimados leitores, provavelmente nem estariam lendo isso aqui.
---
Para ouvir enquanto curte sua ociosidade, ou não:
Depeche Mode - Enjoy The Silence [a original]
Tori Amos - Enjoy The Silence [a alternativa]
Tento aproveitar meus momentos de ócio com o que me dá prazer, escrevendo aqui, por exemplo, encontrando os amigos, escutando boa música, lendo um texto interessante, tentando atingir meus sonhados níveis jedi de habilidade no baixo [eu consigo, eu consigo!]. Li ainda há pouco: se a necessidade é a mãe das invenções, o ócio é, então, o pai das idéias. Ah, gostei disso! Parando para pensar, parece fazer sentido. Poderia apostar como muitas das melhores idéias da humanidade foram concebidas em tempos de ociosidade.
Mais pensamentos interessantes sobre o assunto, leia Domenico De Masi. Recomendo.
Se não fesse ele, meu ócio, vocês, estimados leitores, provavelmente nem estariam lendo isso aqui.
---
Para ouvir enquanto curte sua ociosidade, ou não:
Depeche Mode - Enjoy The Silence [a original]
Tori Amos - Enjoy The Silence [a alternativa]
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Perdi o respeito pelo meu despertador
[Por Anne Fonseca, quase tudo, e Sebastião Moura, bem pouquinho, quase nada]
---
Para ouvir:
Boa - Duvet
[Para uma pequena e estranha moça: vocal feminino. Já conhecias? Gostaste?]
O local ainda cheirava a bom-ar, coisa que a moça da limpeza fazia questão de passar pra dar a impressão de que quem está sujo é você.
O chefe tinha chegado uns cinco minutos antes dele. A cara marcada pelo lençol denunciava: o sono tinha passado dos limites.
- Atrasado denovo?
- Desculpa, chefe... É que... Como eu vou dizer...
- Não adianta mentir, tavas dormindo até agora. Não tens noção de nada? Tens pelo menos cinco trabalhos pra finalizar hoje e...
- Foi o soneca. A culpa é toda dele!
- Qual é, cara?! Vais colocar a culpa no anão da branca de neve?
- Não, mas o senhor há de concordar comigo: existe um grande complô...
- É verdade, existe um complô pra me levar à falência, só pode ser...
- O soneca do despertador é o grande inimigo da sociedade atual. A verdade é essa: perdi o respeito pelo meu despertador!
- Tens tomado drogas antes de vir pra cá, rapaz?
- É séria a situação, chefe. Desde que inventaram esta "revolução" nos despertadores do mundo, as pessoas têm perdido completamente o respeito pelos despertadores. Coitados, foram golpeados pelo falso amigo...
- Como Jesus e Judas...
- Não... Tá mais pra Brutos, mas esse exemplo serve também.... Enfim, o soneca tem traído a todos nós que dependemos dos despertadores. Perceba:
- Hum...
- Toca aquele pipipipi insuportável, em vez de desligar e levantar-se... Não! Tu te lembras de que podes ter mais cinco minutos de redenção no paraíso... Nisso, dormes mais cinco, e mais cinco, e mais cinco. Quando percebes, já estás atrasado e não conseguiste aproveitar direito o tempo a mais de sono...
- E responsabilidade, não existe?
- E não é?! Completa falta de responsabilidade dos caras que criaram isso! Um completo absurdo! E as pessoas que dependem dos despertadores do mundo todo? As pessoas que foram negociando esses cinco minutos com o soneca e perderam uma vida! O despertador, coitado, perdeu sua função!
- Você sugere, então, mandarmos um e-mail aos fabricantes? - diz o chefe no tom mais irônico que aprendeu nos anos lidando com clientes.
- Não, eles são bem organizados, fazem isso pra que cada vez mais sejamos dependentes do soneca e tenhamos mais despertadores pra finalmente podermos acordar. Vamos fazer uma frente popular, vamos despertar o mundo para essa causa!
- Já vejo até o título da campanha...
O chefe já ri da piada, aquilo só pode ser uma alucinação do whisky tomado ontem.
- E não é, chefe? Sua empresa será a salvadora da humanidade ocidental! Vou começar a trabalhar agora mesmo num jeito de desestabilizar o soneca dos despertadores, trazer esta classe de volta ao trabalho!
- Sabe de uma coisa, rapaz? Eu ia te demitir hoje, e você me deu mais uma razão pra te dar um pé na bunda...
- Mas chefe, eu não fiz nada, tudo é culpa do soneca...
- Você é criativo, só precisa fazer uma revolução contra os irresponsáveis... Começando por você. Vai trabalhar, vai. Quero os cinco trabalhos prontos até meio dia.
---
Para ouvir:
Boa - Duvet
[Para uma pequena e estranha moça: vocal feminino. Já conhecias? Gostaste?]
domingo, 14 de janeiro de 2007
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Dez coisas...
Meu confrade blogueiro Yan, do Mente instável, teve a delicadeza de convidar-me a participar de uma corrente - escrever sobre cinco besteiras que me irritam -, sob a pena de, caso recuse-me, ter o Etc... hackeado por uma legião de emos-miguxos-sedento-por-sangue. Acho que isso não seria, para mim, das experiências mais agradáveis... Então, vamos lá... Valeu, Yan...
Segue a lista:
Pessoas que se acham donas únicas da rua. Não é exagero de minha parte quando digo que me sinto muito agredido ao ser obrigado a caminhar no acostamento da rua, ou atravessar a rua, porque algum indivíduo resolveu tomar a calçada para si: ou estacionou o automóvel lá, ou é dono de bar e colocou suas mesas e cadeiras lá para seus clientes, ou deixou materias de contrução lá, ou sei lá o que... Faz-me cerrar os dentes. Nessas horas eu, às vezes, eu penso que gostaria de ser um ogro...
Ser acordado. Estou eu em casa, no meu quarto, no melhor do meu sono, aí alguém ou alguma coisa [geralmente é meu despertador] vem tirar-me desse conforto! Não! Não! Não! Bom é dormir até não ter mais sono, acordar tranqüilamente. Se não tiver compromisso nenhum, viro de lado e durmo ainda um pouco mais, e um pouco mais, e um pouco mais...
Insistência. Ok, já entendi... Não... Não, hoje não... Não... Obrigado... Não... Muito obrigado... Muito obrigado, já disse! Putzgrila, tu já falaste isso, eu já ouvi e já disse não! - Parece que há pessoas com grandes dificuldades para compreender essas palavras.
Espera. Já escrevi sobre isso aqui... Esperar pode ser uma verdadeira tortura!
Mentira. Seja honesto comigo. Por favor, não minta! Descobrir que fui enganado, que aproveitaram de forma inadvertida de minha inocência [ui!] e boa fé nas pessoas é triste, e é irritante!
---
Tem mais. Sob as mesmas condições da corrente anterior, o senhor Yan passou-me outra. Agora devo contar-lhes cinco de minhas resoluções para esse ano. Pensando em evitar o temido ataque hacker da legião de emos-miguxos-sedento-por-sangue, vejamos:
Alcançar o nível jedi dos contra-baixistas.
Alcançar o nível jedi também no judô.
[Para exemplificar o nível jedi de habilidade, aí vai uma lista de pessoas que o atingiram em diferentes atividades: Mestre Yoda, jedi, simplesmente; Ludwig van Beethoven, nível jedi em compor sinfonias, quartetos, sonatas, óperas; Bill Gates, nível jedi em ganhar dinheiro; Stace MacGyver, nível jedi em fazer qualquer coisa.]
Conhecer pessoas, muitas!
Aproveitar os benefícios de ter uma carteira de habilitação para dirigir. Mais de três anos habilitado para dirigir veículos da categoria B e a última vez que usei esse privilégio foi no dia do exame do Dentran. Putz...
Viajar! De preferência para lugares que ainda não conheço e bem acompanhado.
Com exceção do quarto ítem, os primeiros passos para alcançar esses objetivos já foram dados.
---
Missão cumprida, resta-me indicar os cinco blogs para continuarem com esse negócio... E os indicados são:
Juliana, do Quimera;
Lisiê, do Paranóia delirante;
Lara, do Desventuras;
Iza, do Quando Ismália enlouqueceu;
Nathy, do Pensamentos da Nathy.
Lembrem-se da legião de emos-miguxos-sedento-por-sangue...
Divirtam-se!
---
Para ouvir:
The Black Crowes - Remedy
Segue a lista:
Pessoas que se acham donas únicas da rua. Não é exagero de minha parte quando digo que me sinto muito agredido ao ser obrigado a caminhar no acostamento da rua, ou atravessar a rua, porque algum indivíduo resolveu tomar a calçada para si: ou estacionou o automóvel lá, ou é dono de bar e colocou suas mesas e cadeiras lá para seus clientes, ou deixou materias de contrução lá, ou sei lá o que... Faz-me cerrar os dentes. Nessas horas eu, às vezes, eu penso que gostaria de ser um ogro...
Ser acordado. Estou eu em casa, no meu quarto, no melhor do meu sono, aí alguém ou alguma coisa [geralmente é meu despertador] vem tirar-me desse conforto! Não! Não! Não! Bom é dormir até não ter mais sono, acordar tranqüilamente. Se não tiver compromisso nenhum, viro de lado e durmo ainda um pouco mais, e um pouco mais, e um pouco mais...
Insistência. Ok, já entendi... Não... Não, hoje não... Não... Obrigado... Não... Muito obrigado... Muito obrigado, já disse! Putzgrila, tu já falaste isso, eu já ouvi e já disse não! - Parece que há pessoas com grandes dificuldades para compreender essas palavras.
Espera. Já escrevi sobre isso aqui... Esperar pode ser uma verdadeira tortura!
Mentira. Seja honesto comigo. Por favor, não minta! Descobrir que fui enganado, que aproveitaram de forma inadvertida de minha inocência [ui!] e boa fé nas pessoas é triste, e é irritante!
---
Tem mais. Sob as mesmas condições da corrente anterior, o senhor Yan passou-me outra. Agora devo contar-lhes cinco de minhas resoluções para esse ano. Pensando em evitar o temido ataque hacker da legião de emos-miguxos-sedento-por-sangue, vejamos:
Alcançar o nível jedi dos contra-baixistas.
Alcançar o nível jedi também no judô.
[Para exemplificar o nível jedi de habilidade, aí vai uma lista de pessoas que o atingiram em diferentes atividades: Mestre Yoda, jedi, simplesmente; Ludwig van Beethoven, nível jedi em compor sinfonias, quartetos, sonatas, óperas; Bill Gates, nível jedi em ganhar dinheiro; Stace MacGyver, nível jedi em fazer qualquer coisa.]
Conhecer pessoas, muitas!
Aproveitar os benefícios de ter uma carteira de habilitação para dirigir. Mais de três anos habilitado para dirigir veículos da categoria B e a última vez que usei esse privilégio foi no dia do exame do Dentran. Putz...
Viajar! De preferência para lugares que ainda não conheço e bem acompanhado.
Com exceção do quarto ítem, os primeiros passos para alcançar esses objetivos já foram dados.
---
Missão cumprida, resta-me indicar os cinco blogs para continuarem com esse negócio... E os indicados são:
Juliana, do Quimera;
Lisiê, do Paranóia delirante;
Lara, do Desventuras;
Iza, do Quando Ismália enlouqueceu;
Nathy, do Pensamentos da Nathy.
Lembrem-se da legião de emos-miguxos-sedento-por-sangue...
Divirtam-se!
---
Para ouvir:
The Black Crowes - Remedy
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Gramática
Uma postagem metalingüística.
Uma das coisa com que me preocupo quando escrevo é a gramática. Profissionais da comunicação provavelmente diriam que se a mensagem foi transmitida, basta, ótimo. Apesar de concordar, é fato: eu gosto de saber como escrever dentro da norma culta da língua portuguesa vigente aqui no Brasil - é, porque as regras daqui não são exatamente as mesmas de nossos amigos de além-mar.
Admiro quem sabe usar a próclise, a mesóclise e a ênclise adequadamente. No fim das contas nem é tão difícil, são só umas regrinhas. O melhor jeito de aprender, acho eu, é através da prática [e isso não é válido somente para esse caso]. Ler constantemente ajuda, e muito. Mas sempre surgem umas dúvidas, aí quando o problema é com a ortografia, peço socorro ao google: escrevo a palavra que suspeito estar errada no campo da pesquisa, é quase certo que se a palavra estiver realmente mal grafada, o google exibirá uma mensagem imperativa dizendo Você quis dizer... e completará com uma sugestão da palavra correta. Caso essa alternativa falhe, o jeito é recorrer ao velho e bom dicionário! Se o problema é saber onde colocar o pronome, ou saber do uso ou não da crase, ou o trema - os dois pinguinhos em cima do U -, e faltarem livros de gramática por perto, e estiver com preguiça de levantar e buscá-los, há vários sites muito úteis, um deles é o gramática on-line, o que mais uso. Outra possibilidade interessante é usufruir dos serviços que a UERJ disponibiliza para tirar dúvidas sobre a língua portuguesa, ligar para o telefone [21] 2587-7254, ou enviar um e-mail para cefiluerj@gmail.com [mais sobre esses serviços, clique aqui!].
Por falar em gramática, lembrei de um texto que gosto muito, de Luis Fernando Verissimo. Sou fã do sujeito. Acho que vale a pela compartilhá-lo com vocês:
---
---
Bom, né?
---
Para ouvir:
The Cure- Boys Don't Cry
Uma das coisa com que me preocupo quando escrevo é a gramática. Profissionais da comunicação provavelmente diriam que se a mensagem foi transmitida, basta, ótimo. Apesar de concordar, é fato: eu gosto de saber como escrever dentro da norma culta da língua portuguesa vigente aqui no Brasil - é, porque as regras daqui não são exatamente as mesmas de nossos amigos de além-mar.
Admiro quem sabe usar a próclise, a mesóclise e a ênclise adequadamente. No fim das contas nem é tão difícil, são só umas regrinhas. O melhor jeito de aprender, acho eu, é através da prática [e isso não é válido somente para esse caso]. Ler constantemente ajuda, e muito. Mas sempre surgem umas dúvidas, aí quando o problema é com a ortografia, peço socorro ao google: escrevo a palavra que suspeito estar errada no campo da pesquisa, é quase certo que se a palavra estiver realmente mal grafada, o google exibirá uma mensagem imperativa dizendo Você quis dizer... e completará com uma sugestão da palavra correta. Caso essa alternativa falhe, o jeito é recorrer ao velho e bom dicionário! Se o problema é saber onde colocar o pronome, ou saber do uso ou não da crase, ou o trema - os dois pinguinhos em cima do U -, e faltarem livros de gramática por perto, e estiver com preguiça de levantar e buscá-los, há vários sites muito úteis, um deles é o gramática on-line, o que mais uso. Outra possibilidade interessante é usufruir dos serviços que a UERJ disponibiliza para tirar dúvidas sobre a língua portuguesa, ligar para o telefone [21] 2587-7254, ou enviar um e-mail para cefiluerj@gmail.com [mais sobre esses serviços, clique aqui!].
Por falar em gramática, lembrei de um texto que gosto muito, de Luis Fernando Verissimo. Sou fã do sujeito. Acho que vale a pela compartilhá-lo com vocês:
---
A Sexa
- Pai...
- Hummm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e Feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina...
- O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpe. Porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculina seria "o palavro".
- Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática.
---
Bom, né?
---
Para ouvir:
The Cure- Boys Don't Cry
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Ao amigo
Quando precisei, estiveste lá comigo. Não permitiste que me sentisse só. Quando desafinei, não te levantaste nem me abandonaste, emprestaste-me teus ouvidos e deixaste-me tentar cantar no tom. Ajudaste-me a fazer o dia melhor, principalmente aquelas horas no fim do dia. Deste-me força para refazer meu chão. Foste mesmo um amigo. Obrigado, muito obrigado!
---
Para ouvir:
The Beatles - Yesterday
[Putz... Essa música...]
---
Para ouvir:
The Beatles - Yesterday
[Putz... Essa música...]
Assinar:
Postagens (Atom)
