terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

No mar sem hipocampos

[Por Marina Colassanti]

Assim que anoiteceu, saiu para pescar. Peixes não, estrelas.

Afastou-se da casa, atravessou um campo até o seu limite.

Na linha do horizonte, sentado à beira do céu, abriu a caixa das frases poéticas que havia trazido como iscas.

Escolheu a mais sonora, prendeu-a firmemente na rebarba luzidia. Depois, pondo-se de cabeça para baixo, lançou a linha no imenso azul, deixando desenrolar todo o molinete.

E paciente, enquanto a Lua avançava sem mover ondas, começou a longa espera de que uma estrela viesse morder o seu anzol.

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Para encher-te de cores, pintar, tudo que em ti seja possível:

A senhorita Luci e suas cores do aquário.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

E agora, aonde?

A pressa nunca foi um de seus atributos característicos, e tempo ele ainda tinha sobrando. Não havia motivos para correr, por isso continuava andando tranqüilamente, e tinha o custume de pensar bastante enquanto fazia isso. De repente, parou como houvesse percebido algo novo, e havia, dera-se conta que naquele instante o que ele mais trazia consigo eram dúvidas, as certezas que tinha, ou achava que tinha, foram quase todas perdidas ao longo da viagem.

Pôs as mãos na cintura, baixou a vista, com o olhar perdido em direção aos próprios pés, coçou a barba, apesar de ela não coçar, levantou a vista, olhou o horizonte, viu muitos caminhos, passou os dedos entre os cabelos da nuca. Não sabia exatamente para que lado seguir. Procurou pelas pessoas que estavam ali próximas, abservou-as por algum tempo, reparou que muitas delas, quase todas, aparentavam estar certas em seus caminhos. Achou aquilo curioso.

- Como podem ter certeza? Ou será que simplesmente não pensam nisso? Mas que coisa!

Resolveu continuar caminhando, lentamente, mesmo sem saber um destino certo. Parado ele não conheceria tantas coisas, e conhecer era uma coisa que ele queria! De vez em quando alguém se incomodava com aquela sua lentidão, ou com a sua indecisão, aí chegava perto, dava um tapinha no ombro e dizia "Bora!", ou "Se eu fosse tu, iria por esse caminho", ou "Se eu fosse tu, iria por aquele caminho", mas os caminhos que o apontavam eram tão diferentes do que ele desejava.

Olhou mais atentamente para um dos lados do horizonte, viu uma paisagem que o agradou, ficou imaginando-se por lá. Gostou daquela possibilidade! Não conseguiu, nem quis, conter o sorriso. Fechou os olhos por uns segundos, respirou fundo, certeza ele ainda não tinha, mas arriscaria, então deu o primeiro passo rumo àquela direção...

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Para ouvir:

The White Stripes - We're Going To Be Friends

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Carnaval


Não, não é bem assim...

[Ou é?]

Tenham um bom carnaval, divirtam-se!

Créditos da imagem: www.vidabesta.com

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Para ouvir:

Matanza - Bom É Quando Faz Mal

[A letra dessa música não reflete, necessariamente, a opinião desse que vos escreve!]

domingo, 11 de fevereiro de 2007

E a verdade...

Ele queria conhecer a verdade. Arrumou suas coisas, aprontou as malas, só pôs o necessário, vestiu-se com o que achava mais confortável para uma longa viagem, despediu-se dos mais queridos e saiu em busca da dita.

Tempo ele tinha de sobra, por isso foi andando, ia com calma e aproveitando a viagem. Passou por diversos lugares, foi além do horizonte muitas vezes, encontrou aquelas botas perdidas, viu o vento fazer a curva. A todos que encontrava pelo caminho, perguntava:

- Conheces a verdade?

Sempre tinha um não como resposta.

Um dia, chegou ao alto de uma montanha - é sempre no alto da montanha, deveria ser o primeiro lugar a se procurar... -, encontrou uma velha senhora. Ela estava sentada sobre uma grande pedra, sozinha, as mãos descansavam apoiadas sobre as pernas, olhava para chão quando ele chegou, vestia-se maltrapilhamente, tinha o rosto enrugado, uma aparência maltratada, parecia cansada. Ele cumprimentou-a, como de costume, e perguntou:

- Conheces a verdade?

A velha levantou a vista, olhou em seus olhos e suspirou.

- Sim, sou eu.

Ela esboçou algo que ele pensou em interpretar como um sorriso. Não haviam mais muitos dentes na boca da velhinha. Ele sorriu em resposta, tinha enfim, depois de tanto procurar, atingido seu objetivo. Apresentou-se e explicou-se. Resolveu ficar e saber o máximo que pudesse sobre aquela anciã. Ela não se opôs.

Muito tempo passou até que ele decidiu que era hora de voltar para casa. Antes de partir, falou à Verdade:

- Verdade, o que poderia eu fazer por ti como agradecimento por tudo que me fizeste?

A velha riu baixinho, levantou o nodoso dedo e disse:

- Quando perguntarem por mim, filho, digas que sou jovem e bonita!

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O conto não é novo, nem é meu. Achava interessante e resolvi escrever do meu jeito!

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Para ouvir:

Blind Guardian - The Bard's Song, In The Forest

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Flor de cerejeira


Nunca havia reparado nas flores de cerejeiras antes. São muito bonitas, muito interessantes, fascinantes! Ainda não tive oportunidade e sentir o cheiro, mas aposto como deve ser agradabilíssimo!

[Leiaute novo. Notaram?]

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Para ouvir:

The Beatles - Lucy In The Sky With Diamonds

domingo, 4 de fevereiro de 2007

E se...

- E se de repente ganhasse dinheiro suficiente para viver confortavelmente durante todo o tempo que me resta de vida, o que faria?

- ...

- E por que eu não estou fazendo isso agora?

- ...

- Acho que vou tentar mais minha sorte na loteria...

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Para ouvir:

The Beatles - Eleanor Rigby

[Ah, esses violinos...]

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Blá blá blá...

Tirei toda a barba novamente. Ainda prefiro quando estou com ela. Quis experimentar deixar um cavanhaque, aí dei-me conta que só posso deixar, no máximo, um cavaaque, um cavanhaque aleijado. Sim, não há pêlos suficientes entre o bigode e os pêlos do queixo. Mas já era tarde demais, ficou muito estranho, então resolvi tirar tudo.

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Li na super interessante que a cada dois segundos um blog é criado ao redor do mundo. Isso significa que durante a leitura desse paragráfo, mais ou menos uns vinte e dois blogs foram criados. Espantoso, não?

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Coloquei um vídeo meu no youtube. Sou eu tentando manter um diálogo amigável com meu amigo baixo. Quem quiser assistir, basta clicar aqui.

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Li uma notícia na internet que me fez rir muito, depois pensei no absurdo que alguns são capazes de fazer:

Professora anuncia fim do mundo a alunos de 6 anos.

Com a intenção de incentivar seus alunos a "desfrutar mais de cada momento", uma professora britânica do colégio particular Saint Mathiu, de Manchester, comunicou aos seus alunos do primário que um meteoro se aproximava com muita rapidez da Terra.

Frente a suposta catástrofe, insistiu aos pequenos que ligassem para suas casas e declarassem seu amor para seus pais e irmãos. Porém, a professora logo perdeu o controle de suas boas intenções, exagerando na história, e muitos dos alunos começaram a chorar copiosamente, alguns corriam pelos corredores enquanto outros saqueavam a cantina. A polícia foi chamada para controlar a situação, visto que muitos pais que receberam as ligações de despedida dos filhos se revoltaram quando souberam da história.

Segundo declarou o pai de uma criança, seu filho estava "com 100% de certeza que iria morrer. Só Deus sabe o que a professora queria ensinar".

[Fonte]

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Blá blá blá...

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Fiquei sem saber o que escrever... Deu nisso aí!

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Para ouvir:

INXS - Beautiful Girl

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Teu presente...

Teu presente: um abraço meu!


Sinta-te muito carinhosamente abraçada por mim agora! Que sejas bastante feliz, é o que à vera deseja esse teu amigo.

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Para ouvir:

Toquinho - Menininha