quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Amor à Vera

Do que sinto por ti,
e do que sinto que sentes por mim,
posso dizer, à vera:
é amor.
Amor,
daqueles bombásticos,
daqueles crônicos,
dos máximos,
dos orgânicos,
dos tácitos,
tônicos,
tórridos,
túrgidos.
Amor,
daqueles ácidos,
daqueles bêbados,
dos bélicos,
dos cálidos,
dos cínicos,
dos labirínticos,
dos pornográficos,
rústicos,
trágicos,
túrbidos.
Amor,
daqueles clássicos,
daqueles harmônicos,
dos idílicos,
dos límpidos,
dos líricos,
dos melódicos,
plácidos,
tímidos,
zéfiros.
Amor,
daqueles analíticos,
daqueles científicos,
dos físicos,
dos gênicos,
dos gráficos,
dos gramáticos,
dos lógicos,
dos lúcidos,
dos matemáticos,
métricos,
quânticos,
skinnéricos.
Amor,
daqueles cômicos,
daqueles eróticos,
dos idiossincráticos,
dos lânguidos,
dos lépido,
dos lúdicos,
dos mágicos,
dos músicos,
dos notívagos,
dos poéticos,
dos psicólogos,
dos químicos,
rítmicos,
sólidos,
sônicos.
Nosso amor, meu amor, minha Verdade, além de tudo, é daqueles proparoxítonos!

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Para ouvir:

5 comentários:

Leo Lemos... disse...

amar 'proparoxitonamente', apesar de louco, e às vezes doloroso, é a vida... porque é tudo carne e tem mais é que se sentir mesmo. Amar, amar, amar até não ter mais palavras, muito menos ar.

Lara disse...

E haja amor...o melhor dos sentimentos!!!

Vera disse...

Amorzinho, permita-se novamente, vai?!?!?!?!?! Amo-te muio!!!!

Vera disse...

Amorzinho, permita-se novamente, vai?! Amo-te muito!!!!

rodolfo disse...

Nossa, deu até vontade de chorar.
Muito lindo.

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